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Benjamim usava ‘influência’ para obter ‘propinas’; ex-deputado teve bens bloqueados

25 de novembro de 2020 às 11h21 Por Wallison Bezerra

A Operação Poço Sem Fundo, deflagrada nesta quarta-feira (25) pela Polícia Federal, Ministério Público Federal e Controladoria-Geral da União, apura o desvio de recursos públicos destinados à perfuração de poços e implantação de sistemas simplificados de abastecimento de água no Estado da Paraíba.

Quatro servidores foram afastados do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária Paraíba (INCRA/PB). Clique aqui e confira os nomes.

O Blog teve acesso à investigação.

O ex-deputado federal, Benjamim Maranhão (MDB), é apontando pela Força-Tarefa como beneficiário do esquema. A investigação diz que o sobrinho do senador José Maranhão (MDB) “exercia influência política no DNOCS e INCRA e colhia os frutos mediante recebimento de propina”. Os valores eram pagos por um empresário, que “captou vultosos contratos nos órgãos sem licitação com suspeitas de superfaturamento”

Uma das linhas de investigação é que “exista organização criminosa, composta pelos empresários SEVERINO PIMENTEL, LUCAS, CARLOS JÚNIOR, Carlos Neto, CLAUD, ALEXANDRA, pelo engenheiro JOSÉ EDSON, pelos servidores ALFREDO, FRANCISCO DE ASSIS, e pelo ex-deputado federal BENJAMIN MARANHÃO. Eles teriam se associado a partir de 2013 com o objetivo de direcionar, por meio de processos indevidos de dispensa de licitação, contratos do INCRA/PB e do DNOCS/PB infraestrutura hídrica para um grupo de empresa”.

Para o Ministério Público Federal, a participação de Benjamim era nítida com as escolhas dos coordenadores do INCRA e DNOCS na Paraíba.

“Quanto ao INCRA, no ano de 2016 indicou seu sogro, Sólon Alves Diniz para ocupar o cargo de superintendente e, a partir de 01/2017, FRANCISCO RINALDO MARANHÃO DE FIGUEIREDO. Quanto ao DNOCS, o atual coordenador, ALBERTO GOMES BATISTA (“ESQUERDINHA”), já ocupou o cargo de secretário parlamentar de BENJAMIN MARANHÃO, na Câmara dos Deputados”

“Após o fim de seu mandato como Deputado Federal, BENJAMIN MARANHÃO não deixou de atuar politicamente de forma a manter sua influência sobre os órgão públicos envolvidos nos ilícitos investigados e, em abril de 2019 assumiu cargo com influência sobre o INCRA, qual seja, diretor técnico da Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (ANATER), vinculado ao Ministério da Agricultura”, diz um trecho da investigação.

O MPF pediu e a Justiça autorizou o sequestro e indisponibilidade de Benjamim no valor de R$ 155 mil, referentes a R$ 35 mil que teriam sido entregues a mando de um empresário conhecido como Severino. Esse valor foi destinado no dia 03 de agosto de 2018. Além de  R$ 120 mil destinados ao ex-parlamentar por uma pessoa identificada como Lucas.

Outros alvos também tiveram bens bloqueados:

1) até R$ 440.469,83 (quatrocentos e quarenta mil quatrocentos e sessenta e nove reais e oitenta e três centavos):

– CIVILTEC CONSTRUÇÕES E SERVIÇOS LTDA,

– LUCAS ALMEIDA BAIA PIMENTEL

– SEVERINO XAVIER PIMENTEL JÚNIOR

– CARLOS ALBERTO COSTA NETO

– IMPERTEC CONSTRUÇÕES E SERVIÇOS LTDA

– ALEXANDRA PINHEIRO DE OLIVEIRA

– CARLOS ALBERTO COSTA JÚNIOR

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