(BRASÍLIA) – O Blog acompanhou de perto o tão esperando pronunciamento do presidente da Câmara Federal, Arthur Lira (PP-AL). Depois de mais uma semana com a agravada crise institucional provocada pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido), havia quem esperasse de Lira uma reação mais contundente, forte.
Ao contrário das expectativas, o parlamentar alagoano anunciou que iria levar ao Plenário a PEC do Voto Impresso, prioridade única do chefe do executivo nacional do país beirando as 600 mil mortes por Covid-19. Era tudo o que os governistas desejavam.
Presidente de um Poder, Lira fez críticas ponderadas ao atual momento, mesmo sem citar o parceiro Bolsonaro.
Como o antecessor Rodrigo Maia, que muito falava e nada fazia, o progressista se resumiu a dizer que estava com o botão amarelo apertado.
“Não contem comigo com qualquer movimento que rompa ou macule a independência e a harmonia entre os poderes, ainda mais como chefe do poder que mais representa a vontade do povo brasileiro”
A fala de hoje já serviu para uma lição: não dá para se esperar um cartão vermelho, de quem parece todos os dias dá um sinal verde para o que ai está.