
A briga entre o secretário de Proteção Animal de João Pessoa, Welison Silveira, e o vereador Guga Pet (PP) foi parar na Justiça. Os dois devem passar por uma audiência de conciliação. A data ainda não foi definida.
Tudo começou no mês de janeiro após o parlamentar procurar a 11ª Delegacia Distrital da Capital para acusar Silveira de calúnia após, segundo Pet, o secretário afirmar aos médicos veterinários do Hospital Pet que o vereador teria provocado um curto-circuito ao danificar o quadro de energia da unidade de saúde animal.
Ao Ministério Público da Paraíba, Welison Silveira afirmou que a denúncia apresentada por Guga à Polícia Civil é falsa, acusando o vereador de prestar o boletim de ocorrência em razão de divergência política.
Na peça, o auxiliar do prefeito Cícero Lucena (MDB) lembra que Guga Pet fazia parte da base aliada do gestor pessoense e após decidir apoiar o vice-governador Lucas Ribeiro (PP) passou a fazer parte do bloco da oposição.
Com a mudança no comando da Secretaria de Proteção Animal, Silveira disse ao MP que se reuniu com a equipe do hospital em 15 de janeiro e informado aos funcionários que iria solicitar uma auditoria geral nas dependências da unidade.
Para a defesa do secretário Welison, “Guga Pet provocou a ação da autoridade policial com uma informação falsa sobre um crime que não ocorreu”.
“O elemento subjetivo do tipo (dolo) está evidente na atitude do Representado [Guga Pet], que, ciente da inocência do Representante e motivado por divergências políticas, utilizou-se da máquina estatal de forma indevida para prejudicar o Representante [Welison Silveira], criando uma situação criminosa inexistente. A finalidade do Representado [Guga Pet] era clara: provocar a intervenção policial com base em fatos inverídicos, em razão do rompimento com o grupo político do Prefeito Cícero Lucena”, diz a representação.
Na manifestação encaminhada ao MP, Welison Silveira pediu que fosse instaurado um inquérito para apurar a conduta do vereador Guga Pet.
No início de fevereiro, o promotor Alessandro de Lacerda Siqueira determinou que o conflito fosse enviado ao Juizado Especial Criminal da Capital para o devido processamento.
O juiz Hermanece Gomes Pereira determinou que a Secretaria Judiciária marque uma audiência de conciliação entre as partes. O magistrado também pediu acesso aos antecedentes criminais dos envolvidos e, caso seja preciso, laudos da Polícia Civil.
Ao Blog Wallison Bezerra, interlocutores do Ministério Público afirmaram que o primeiro passo é a tentativa de conciliação. Caso não seja possível o acordo, o segundo passo é analisar se há espaço para apresentar uma denúncia ao Poder Judiciário.