
Partidos de direita, esquerda, centro e afins têm avançado nos últimos dias nas articulações voltadas para fechar as chapas da disputa proporcional. O grande interesse nos diretórios nacionais está voltado para eleição de deputados federais.
Das legendas com maior densidade na Paraíba, uma tem ficado fora das discussões, ao menos publicamente: o histórico MDB.
A última vez que a legenda conseguiu êxito na corrida eleitoral para Câmara foi em 2014, quando elegeu Hugo Motta, Manoel Júnior e Veneziano Vital do Rêgo, atual presidente da agremiação partidária.
O cenário de 2014 foi bem parecido com as eleições anteriores. Em 2010, o partido chegou a ter cinco dos 12 integrantes da bancada paraibana federal. À época, foram eleitos Manoel Júnior, Hugo Motta, Benjamim Maranhão, Wilson Filho e Nilda Gondin.
Se adentrarmos mais na história veremos que em 2006, ou seja, há 20 anos, o então PMDB também não ficou sem representatividade no parlamento federal. Em meio à campanha do ex-governador José Maranhão contra Cássio Cunha Lima, a sigla teve com êxito das urnas, elegendo Vital do Rêgo Filho, Wilson Santiago e Wilson Braga.
Os cenários acima traçados parecem que vão ficar biografia emedebista e não devem se repetir, ao menos neste ano.
É que não se enxergam movimentos para apresentar uma chapa que mostre competitividade para Câmara Federal. Nem o filho do prefeito Cícero Lucena, candidato emedebista ao Governo do Estado, seguiu o pai.
Ao fazer o mesmo movimento de deixar o PP, Mersinho Lucena buscou abrigo no PSD de Pedro Cunha Lima. O mesmo caminho deve ser o seguido por Wellington Roberto. Após anos no PL, o deputado também indica que vai integrar os quadros do PSD.
Apostando toda força, foco e prioridade na sua reeleição, na reta final da janela partidária Veneziano conseguirá mudar a realidade das duas últimas eleições e montar uma nominata competitiva, ou já jogou a toalha?