
A prática de antecipar as eleições para as mesas diretoras de Câmaras Municipais parece ter virado uma realidade na Paraíba. O ato corriqueiro, porém, tem entrado na mira do Ministério Público da Paraíba.
Só nas últimas 24 horas, o MP expediu recomendações para que escolhas antecipadas sejam anuladas no Sertão.
É o caso de Nova Olinda, no Vale do Piancó, e em Condado. Nas duas situações, o promotor Caio Terceiro Neto Parente Miranda aponta inconstitucionalidade na antecipação.
Em Condado, o documento do promotor direcionado ao presidente da Câmara, vereador Lauro Varcélio Bezerra, pede a anulação da escolha do colegiado eleito para presidir a Casa entre 2027 e 2028. O processo foi realizado em janeiro do ano passado.
Já em Nova Olinda, a Presidência do Parlamento Mirim chegou a abrir o edital para realizar a eleição ontem (12). O pleito iria escolher os novos dirigentes para o biênio 2027-2028. Acontece que o vereador Valter Gonzaga acionou o Ministério Público. O órgão entrou em campo e diante da recomendação da promotoria, a Mesa recuou e suspendeu o prazo para registro de candidaturas.
