
O deputado federal Murilo Galdino (Republicanos) contestou, na manhã deste sábado (14), o comparativo sugerido pela deputada Camila Toscano (PSDB) sobre os estilos do governador João Azevêdo (PSB) e do prefeito Cícero Lucena (MDB). Ontem, a parlamentar afirmou que Azevêdo “é muito duro” e Lucena “um político raiz, que senta para comer galinha com o povo”.
Para Murilo, essa é uma comparação que não interessa ao cidadão paraibano. Sem citar nomes, o deputado disse que por muitos anos houve políticos “tapinha nas costas” frequentadores de bares que prometeram, mas nada cumpriram. Na visão de Galdino, diferente de João.
“O que o governador [João Azevêdo] conseguiu realizar em Campina Grande, já foi prometido por vários políticos ‘tapinha nas costas’, de conversar, de estar em bares. Aquele Centro de Convenções de Campina foi prometido por décadas. E quem realizou foi o governador João Azevêdo e não precisou estar em bar nenhum de Campina. Só fez gestão com sua gestão equilibrada. Com governo equilibrado”, comparou Murilo, em entrevista ao programa Poder e Notícia, da Princesa FM, expandindo a avaliação a outro exemplo.
“Posso citar o Hospital de Trauma do Sertão, que vai ser agora inaugurado o mais breve possível na cidade de Patos. Foi prometido aí por dezenas de governadores ao longo do tempo. E governadores esses, sim, que estavam em bares pela Paraíba toda prometendo e dando tapinha nas costas e abraço. Acho que a população tem que saber distinguir isso”, marcou.
Para Murilo Galdino, a “população não está preocupada” se o gestor estar sentado à mesa comendo galinha ou não. Na visão republicano, a postura até agrada ao cidadão, mas o resultado que espera é outro.
“A população não tá preocupada com isso. A população gosta de estar sentado numa mesa, estar conversando, mas o que o governador prometeu e fez pela Paraíba toda se sobrepõe a tudo isso”, avaliou.
“O governador João Azevêdo é um gestor excelente, um gestor que faz entregas, que faz promessas, mas que na política paraibana muita gente tá acostumada com esse tipo de político mais acessível ao povo. Não é o feitio de João e ele vai continuar sendo assim. Acredito que vai ser um senador que será reconhecido também pelo trabalho lá em Brasília, pelas entregas. E temos que respeitar a característica e a forma de fazer política e de conversar de cada pessoa”.