judiciário

Recurso pede no STF suspensão de acordo que livrou filho de prefeita de ação

17 de março de 2026 às 15h39 Por Wallison Bezerra
Habeas Corpus será julgado pelo ministro Edson Fachin, do STF

Passou a tramitar terça-feira (17) no Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de Habeas Corpus para tentar anular o acordo no valor de R$ 50 mil que livrou o estudante de medicina Arthur José Rodrigues de Farias, filho da prefeita de Pilar, Patrícia Farias, de responder ao processo por atropelar e matar o zelador Maurílio da Silva ao sair de uma festa de medicina e dirigir sob efeito de álcool.

O Habeas Corpus será julgado pelo ministro Edson Fachin, presidente do STF.

O acordo de R$ 50 mil 

A juíza Conceição de Lourdes Marsicano, da 2ª Vara Regional de Garantias, homologou, no dia 04 de março, o Acordo de Não Persecução Penal no valor de R$ 50 mil para livrar Arthur José Rodrigues de Farias, filho da prefeita de Pilar, Patrícia Farias, de responder criminalmente pelo atropelamento e morte do zelador Maurílio Silva de Araújo.

A vítima foi atropelada por Arthur enquanto trabalhava em frete a um prédio no bairro do Bessa, na capital, no ano passado. À época, o jovem, que estava voltando de uma formatura de medicina, foi preso com sinais de embriaguez, mas pagou fiança de R$ 15 mil e foi solto.

Na audiência, foi fixado que o filho da prefeita pagará R$ 50 mil à mãe do zelador e dois salários mínimos à Casa da Criança com Câncer. O pagamento foi feito na semana passada. Além disso, Arthur também fica com a Carteira Nacional de Habilitação (CNH) suspensa por seis meses.

Ao ser interrogado pela juíza, o réu confessou os crimes de homicídio culposo, quando não há intenção de matar, omissão de socorro, já que ele tentou fugir sem socorrer a vítima, fuga no local do acidente e embriaguez ao volante. Caso fossem somadas as penas, Arthur poderia ser condenado de seis meses a nove anos de detenção.

O Ministério Público da Paraíba foi favorável ao acordo. As cláusulas foram sugeridas pela promotora Ismânia do Nascimento Rodrigues.

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