combate à covid-19

É hora de vacinar profissionais da educação?

14 de maio de 2021 às 08h29 Por Wallison Bezerra
Vacinação em trabalhadores da educação é a única forma para que alunos possam voltar às salas de aula

Há menos de um mês o Ministério Público da Paraíba (MPPB) encaminhou à imprensa uma nota recomendando que a Prefeitura de João Pessoa retomasse às aulas presenciais, sendo possível adotar o modelo híbrido – onde há uma divisão nas turmas de quem vai à escola ou continua as atividades educacionais de forma online.

À época, o texto suscitou uma discussão que é válida: os alunos precisam sim retomar à normalidade. O que não poderia acontecer é a exposição aos riscos. Ainda tenho minhas ressalvas inclusive quando se trata sobre o retorno de atividades em unidades de ensino particular.

Ontem, os Ministérios Público da Paraíba e Federal ingressaram com uma ação na Justiça Federal para que a Secretaria Municipal de Saúde seguisse “estreitamente o Plano Nacional de Imunização” de combate à Covid-19.

A vacinação dos profissionais de educação, prevista para começar este fim de semana na capital caso a gestão tenha dose suficiente, foi questionada pelos órgãos de controle. A exceção seria se houvesse prévia deliberação nesse sentido, por parte da Comissão Intergestores Bipartite (CIB) do Estado da Paraíba.

O fato de João Pessoa está à frente de outros municípios não se trata de uma ‘competição’, como o próprio Ministério Público chegou a citar.

“No entendimento dos MPs, é inadmissível que a capital do estado torne-se uma ilha de independência para definição de critérios próprios de prioridade para vacinação”.

Em entrevista à TV Cabo Branco, a secretária-executiva de Saúde, Rossana Sá, manteve cautela sobre a ação, mas disse não haver nenhum problema no calendário questionado.

“Vamos aguardar a intimação da Justiça para poder responder de forma judicial. A Procuradoria do Município está acompanhando para entender a justificativa do Ministério Público para não vacinar os profissionais de educação”, disse.

A decisão será tomada pela 3ª Vara Federal da Capital.

Não é mais apenas uma provocação para saber se é o momento certo ou não para vacinar os profissionais da educação. Para eles, a hora correta já passou e não é plausível adiar, inclusive por pedido daqueles que dizem desejar o retorno da convivência entre professores e estudantes.

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