
Pré-candidato à reeleição, o senador e presidente no MDB na Paraíba, Veneziano Vital do Rêgo, está com o alerta ligado. Nas últimas horas, buscou ocupar espaços para reforçar a imagem de proximidade ao presidente Lula (PT). O objetivo é mostrar que é o nome do petista no estado, seu principal trunfo para disputa que se aproxima.
O passo, no entanto, deixa transparecer uma preocupação: evitar que adversários repitam em Brasília os movimentos realizados na política paroquial, como em Cajazeiras, Monteiro e Igaracy, por exemplo. Nesses municípios, o projeto de Vital foi jogado de lado.
Na tentativa de suprir a queda de apoios locais, Veneziano apostas todas as fichas na ligação com o presidente da República. Ao mesmo tempo, evidencia um incômodo interno.
A inquietação é pública. Líder no quesito oratória, Veneziano usa o vasto vocabulário para deixar mensagens no ar.
Sugere que pode ser vítima de uma ação orquestrada. Nítido de quem usa a retórica de transferir ao outro a responsabilidade quando não consegue contornar um obstáculo.
Se há problema fora, dentro não é diferente. Nos microfones da Rádio Arapuan FM, Veneziano admitiu a dificuldade de fechar a chapa proporcional para deputado federal, a cereja do bolo para todo partido – principalmente do MDB.
A três meses para o prazo final de filiações, o senador foi perguntado por Bruno Pereira, no programa Arapuan Verdade, se a sigla vai ter candidato a deputado federal, lembrando que há duas legislaturas não consegue eleger um.
A resposta do senador foi. “Vai depender se nós conseguimos formar”. Sem grandes nomes para fechar a nominata, precisa assistir de braços cruzados as iminentes filiações de Mersinho Lucena e Wellington Roberto ao PSD de Pedro Cunha Lima.
Bem pontuado nas pesquisas, Veneziano Vital do Rêgo sabe os desafios que precisa suprir. Compreende também como eventuais avanços contrários podem balançar o roteiro ensaiado.
Mesmo que tente disfarçar, os sinais são claros e evidentes. Alerta ligado.